Monday, October 24, 2005

Referido Medo

Sempre tenho um dilema, toda semana fico pensando o que escrever. Parece ser meio óbvio e parece que vou falar da crise política ou do referendo. Mas só parece. Para falar a verdade não vejo muito como fugir desses assuntos, já que estão na crista da onda nacional.

Acredito que estão intrinsecamente ligados. Não sei se como siameses, ou se emaranhados como linha em carretel mal feito. Mas estão no mesmo bolo. E o bolo é maior que bolo de noiva, com mais cobertura e recheio.

Esse referendo é a mesma coisa que 6 e meia dúzia. Uma grande balela. Só gasto de tempo e dinheiro, porque questões relevantes não foram debatidas e o resultado concreto desse bafafá, será quase nulo. A única conclusão certa e relevante que temos, é que o brasileiro tá mesmo é se borrando de medo. Nem sim, nem não. Medo 100%.

Posso usar da minha vã criatividade para fazer conjunturas terroristas, golpistas, maquiavélicas, coisa e tal.

Umas das teorias, é o golpe que o Zé queria dar no país. Uma vez que ele é a cabeça pensante do PT e do Lula, que como já disse uma vez, a diferença entre o Lula e um polvo, é um dedo.

O Zé deu o brinquedinho para o Lula, um aviãozinho novo, para que esse, ficasse fazendo turismo pelo mundo. Por que se fosse para fazer negócios, não iria para a Venezuela e Zâmbia. A China, parecia uma boa pedida, mas os acordos feitos foram bons só para os amarelinhos. Assim enquanto o Presidente voa, o Zé pilota o país. Aparelhou o governo, queria tirar as armas e pronto, estava armado o pré-golpe. Faltava só o bote. Não deu certo.

Depois, tem a teoria conspiratória bushista. É, os Estado Unidos, com o poderio econômico-bélico, estava tramando uma invasão na América Latina, portanto queria que o povo brasileiro não tivesse arma para se defender e mandou o Lulinha, paz e amor, a propor o Estatuto do Desarmamento. Isso sem contar com a Base Norte-Americana no Paraguai. E tem outra, nossa indústria bélica, monstruosa, estava atrapalhando a indústria bélica americana. É de rir.

Não sei bem qual das duas parece ser mais plausível, mas acho melhor a versão inteiramente tupiniquim, sem o sotaque arrastado “greengo”.

Mas de uma coisa, tenho plena convicção: o referendo fazia parte do Mensalão. Afinal, custou, 270 milhões de reais, isso de custo direto. O esquema do Mensalão passava diretamente nas mãos dos publicitários, logo faço essa ligação.

Mas o que aprendemos mesmo com esse referendo, foi que o governo, e o seu maior representante, não me deixam mentir, não sabe falar, muito menos perguntar. O Lula quando abre a boca, fala merda. O governo ao fazer uma pergunta ao povo, a faz tão mal formulada que dificulta a resposta. Mas pior pergunta só para tumultuar, porque a pergunta é irrelevante. Afinal, para que simplificar?

Outra coisa que podemos ver, é que nossos parlamentares são covardes. Jogaram a responsabilidade de decidir para o povo ignorante. Brincadeira! E é para isso é que elegemos deputados e senadores.

Fica claro que os caras lá do planalto central, não estão nem ai para solucionar nada, ou ao menos atacar assuntos relevantes e começar a esquentar a democracia.

Se querem atacar a violência, é preciso atacá-la lá na raiz. E todos nós sabemos qual é. A desigualdade social. Vá ao site do IBGE. Leia os relatórios deles, sente e chore. Tira o ar do pulmão e enche de desespero.

A violência do nosso país não é causa é conseqüência.

Talvez fosse mais útil para nós perguntar para o povo o que ele acha da política de distribuição dos recursos nacionais. Será o nos queremos que somente 5% vá para a saúde e outros 5 para a educação, ou se queremos que 60% seja destinado a isso? Será que nos queremos que nossos deputados, senadores, presidentes, prefeitos, vereadores, sejam beneficiados pela imunidade parlamentar? Será que queremos que os privilégios acabem? Será que nos queremos que mais educação?

Será que os aproximadamente 30 mil mortos por armas de fogo, são tão assustadores quanto aos que morrem pela falta de atendimento médico, ou pelas mães ignorantes que ao invés de ingerir o anticoncepcional, enviam na xoxota uma cartela inteira antes de dar uma, e aí parem mais um coitado, que vai ficar no semáforo exibindo sua enorme barriga de verme, escorrendo ramela pelo nariz, analfabeto e estuprado pela sociedade, mas a mãe diz que tomou o remedinho? Ou tão assustador quanto a mortalidade infantil (34%)? Ou a prostituição infantil e exploração do trabalho escravo? Ou que somente 52% dos lares nacionais têm rede de esgoto? Ou será tão assustador quando o incrível número do IBGE sobre os 22%, aproximadamente 40 milhões, que sobrevivem com menos de meio, é, meio, salário mínimo? Será que isso tudo é violento? Isso tudo mata? Isso tudo destrói?

Não, é melhor discutir sobre o que 1% da população pode ou não, comprar a espoletazinha na loja do seo Joaquim, afinal, isso é muito violento. O resto não é.

Parece que não sabemos é fazer a pergunta certa. Ou talvez, saibamos qual é a pergunta, o que falta é a coragem para fazê-la.

[www.ibge.gov.br]

Fernando Katayama 24 out. 05

Tuesday, October 18, 2005

Armem-se


Estamos entrando em uma guerra. Haverão vencedores, haverão derrotados. Morrerão milhões. Sobreviverão outros milhões. Tardamos para começá-la. Quanto mais esperamos maiores serão nossas baixas.

Esta guerra sem código de ética não diferencia crianças, homens, mulheres ou cor da pele. Se é solteiro, casado, separado ou amontoado. Se é gay ou machão. E muito menos, é Santa. Não.

Salvam-se aqueles que podem, quem não pode, nela fica. Mesmo aqueles, que com dinheiro conseguiram se safar acabam, de uma forma ou de outra, recebendo as heranças dessa guerra sem precedentes. Percebe-se em todos os níveis da nossa sociedade.

Por isso apelo aqui: armem-se.

Preparem-se para a guerra.

Aliem-se aos seus amigos, vizinhos e parentes.

Municiem-se.

Distribuam munição a quem precisa, e de graça.

Armem-se. Municiem-se. Até os dentes.

É uma guerra sem data de início e muito menos sem data de final. Mas certamente, será longa.

Municiem-se de sabedoria. Inteligência. Conhecimento. De educação, da formal ou não.

Usem do mais alto calibre para o respeito. Granadas de humanidade.

Armem-se.

Pistolas de grosso calibre, rifles de longo alcance, morteiros, fuzis, metralhadoras e sub-metralhadoras. Bazucas. Canhões e tanques.

Alistem-se e recrutem.

Quanto maior a arsenal e mais soldados, maiores serão a chance de vencer esta guerra.

Lutem comigo contra a hipocrisia e demagogia. Guerreiam comigo contra a falta de respeito e a educação. Contra a malandragem e a esperteza. Contra a safadeza. Contra a ignorância.

Distribuam rajadas de educação. Dêem tiros diretos de democracia. Bombardeiem com esclarecimentos e tolerância.

Talvez assim, melhoremos o nosso mundo. Mas não se iludam que nessa guerra não haverão mortos. Pois a praga já mata. Em qualquer lugar existem milhares de mortos como esses. Olhe o ônibus lotado das 6, e enlatados como sardinhas, verá a grande quantidade de mortos transportados de um lado para outro.

Esses não me preocupam tanto, quanto os vivos que não ligam para esses mortos. E alguns piores, fomentam essa carnificina. Esses me metem medo.

Mas esses já estão mortos, de nada adianta nada. Rezem aqueles que têm fé. Me preocupa os que estão por vir. Lutemos por eles então.

Municiem-se.

Armem-se

E Amem-se.

Por Fernando Katayama 18 out. 05

Saturday, October 08, 2005

Rock Escola

Em um dia desses, zappeando minha tv, defrontei-me com um vídeo clipe dos anos 80, aliás parece haver um certo movimento retrô para essa época. Talvez seja até normal, que 20 anos mais tarde, aconteça a busca do que se perdeu naquele tempo. Foi assim nos anos 80, buscando os 60.

O vídeo que vi, parecia ser de baixa qualidade, para os padrões de hoje, mas na época, era de ponta. Imagens coladas, sobreposições quase amadoras e marcado claramente pelas roupas e o corte de cabelo. Mas letra e música, de primeira linha.

Para minha geração, hoje com seus trinta e poucos anos, crescemos no meio da explosão do rock nacional. Os Paralamas do Sucesso, Titãs, Barão Vermelho, Legião Urbana, Blitz, Rita Lee. Já ouvíamos Elis, Jobim, Vinicius, João, Gal, Caetano, Gil, Milton e Chico. A lista não pára por ai, mas ficaria imensa e também não estou aqui para listar os grandes nomes da música brasileira, e isso porque, nem cheguei a citar nomes mais antigos como Pixinguinha, Dorival Caime, Ari Barroso e alguns outros instrumentistas.

Acontece que eu notei que os grandes nomes da música brasileira continuam os mesmos. A moçada hoje canta Gil, Caetano, Barão, Milton, Elis, Tom, João, Paralamas, Legião e por ai vai! E olha só, até o Rei Robertão, e o tremendão Erasmo. E tem algum problema nisso? Nenhum.

Acho bom, já que a música é da mais alta qualidade. Porém, me pergunto: porque é que não aparecem nomes de qualidade na música brasileira? Posso ir além e me estender para as artes, arquitetura, poesia e literatura. O cinema sai fora, afinal estamos crescendo, um certo Walter, mostrou que para ter recurso é preciso fazer filme com qualidade, que por conseqüência atrai investimentos. Mas fora o cinema, não há um movimento grande no cenário cultural nacional.

Já ouvi que isso aconteceu porque a Ditadura Militar sufocou o povo e então, os cabeças, usavam a música para mostrar a indignação atrvés das mensagens disfarçadas e encobertas pelas letras e poesias, então, surgiram nomes como Elis Regina, Tom Jobim e Chico Buarque, isso durante os anos 60 e 70. Já nos anos 80, as bandas de garagem, vieram com o movimento das Diretas Já, e com a abertura puderam cantar o que estava preso.

Para mim, isso é uma análise muito simplista e podre para falta novos nomes. Não é possível justificar a carência cultural pela falta de um regime totalitário, se não, Cuba teria os maiores representantes das artes e ciências uma vez que, a Ditadura de Fidel, perdura a mais de 40 anos. A China teria sido o templo, um milhão de habitantes e a Ditadura de Mao Tse Tung, sem contar o Chile de Pinochet, Portugal de Salazar, a Espanha de Franco, Itália de Mussoline e por fim, toda a Europa tomada por Hitler. Deveríamos então aplaudir em pé os ditadores, pela sua enorme colaboração com a cultura.

Mas o que seria de nações que não tem em sua história períodos totalitários? Rolling Stones e Beatles não estariam até hoje nas rádios. Elvis não teria rebolado. Janis Joplin e Jimmy Hendrix não teriam fumado, cheirado e tomado os tubos em Woodstock.

Então não cola justificar assim.

Concordo que o mundo hoje é outro. Que a velocidade do mundo é outra. Que o comércio também imprime uma força destrutiva atrás do lucro sem piedade. Mas mesmo assim, não justifica.

Cantorezinhos e grupinhos feitos para o verão, acabam no verão. Bunda de fora, peito de silicone, música de dois tons e um semi-tom e letra estúpida com um pouco de sacanagem e só. Sabemos que são produtos de pouquíssima durabilidade. Então não me preocupo.

Preocupa-me, não ver coisas sólidas surgindo.

Não é por falta do que lutar e nem de lutar contra alguma coisa, como se costuma justificar. Afinal, a vida é uma luta, sempre. Lutar para conseguir um trabalho e lutar para se manter lá. Lutar para ser honesto no meio de tanta corrupção. Lutar para construir um mundo melhor. A vida moderna é cheia de lutas diárias. Talvez, a luta contra nossos maiores medos, contra nossos anseios, contra nossas insatisfações e frustrações. Não me diga que não há luta e, portanto, não justifica a falta de cultura pela falta de “inimigo”.

Então, o que é que acontece?

Acredito que o grande buraco de nossa história esta na falta de educação. Educação no seu contexto geral.

A escola cada vez pior. O declínio já era sentido por mim, no início dos anos 90, e de lá para cá a coisa só piorou. E piorou rápido. Isso sem contar com os pais que jogam a responsabilidade da educação para a escola, que por sua vez, é horrível.

Como teremos cultura em um país inculto?

A escola preocupada em passar no vestibular como um adolescente de 17 anos, não forma seus alunos, apenas informa-os. Não há como dissertar com as novas gerações, e cabe ai, alguns dos meus.

Provavelmente é por isso, que não há valores novos no cenário cultural. Todos que estão ai, até os mais novos, já estão ficando velhos, de idade, é preciso frisar, porque, coisas de qualidade, são atemporais. O que mostra o não surgimento de novos valores. Não estou falando daquele pessoalzinho produzido para o verão. Estou falando de gente de qualidade alta. Hoje, não há como criar crítica. Como disse Jesus, meu ex-professor: “esses jovens de hoje, parecem todos cabeças de vento”.

E mais uma vez, Elis cantará certamente: “e nossos heróis são os mesmos dos nossos país”.
Fernando Katayama 08 out. 2005

Monday, October 03, 2005

Falta de Mira

Hoje assisti pela primeira vez o horário de propaganda gratuita. Ou seja, publicidade, para quem não sabe, publicidade e propaganda são coisas diferentes, assim como marketing é também diferente dessas outras duas. Mas, não estou aqui para falar disso.

Estamos a poucos dias do referendo. Esse ato democrático quer que a população decida se pode-se ou não comercializar armas de fogo e munições. Seria estranho poder vender a arma e não poder municiá-la ou então não vender o revólver, mas poder comprar a “bala”, mas enfim, vamos ter que ir lá, dizer sim ou não. E como disse, assisti ao programa hoje. Já havia escutado no rádio em algumas vinhetas.

De um lado da guerra o pessoal do Sim, do outro o pessoal do Não.

O pessoal do Sim, usa todas as suas armas: artistas famosos, caras de dó e um grande apóio da mídia. No discurso, apontam as desvantagens de se ter uma arma de fogo em casa. Hoje o sujeito do programa perguntou quem era que lucrava com isso. Dizem que é perigoso e que pode voltar-se contra você. E que é a causa da violência. E outros blá, blá, blás.

Já o pessoal do Não, usa também todas suas armas: cenas, depoimentos e um certo apóio da mídia. Apontam as desvantagens de não poder ter a tal arma de fogo em casa. Dizem que é direito nosso, e que não podemos abrir mão dele. Dizem que bandido não compra arma na loja e que não usam armas dos calibres permitidos por lei, lógico, eles são contra lei, afinal são marginais. E que nós, devemos nos proteger. Usam outros blá, blá, blás.

Concordo com os dois. Armas, de qualquer tipo, são perigosas. E bandido não compra na loja. Mas acredito que estão usando a emoção para tentar convencer o eleitor. Todas as campanhas estão voltadas para o lado emocional. E se apóiam na base errada.

Vejamos sobre o que é o referendo: “proibição do comércio legal de armas e munições”, e é nisso que eu vou me basear, para discutir aqui com vocês.

Proibir o comércio é simplesmente não permitir que se comercialize qualquer coisa, então é importante sublinhar a palavra legal. Legal, legalizado, dentro da lei. Conceito fundamental.

Porque digo isso? Oras, não estamos discutindo se a violência aumentou ou diminuiu, não estamos discutindo quais são as causas, muito menos, sobre soluções. Estamos discutindo sobre o comércio legal.

Fico me perguntando porque proibir o comércio legal de qualquer coisa. Justificar que as armas matam, não me parece uma justificativa forte para impedir o seu comércio, afinal o cigarro também mata. Carros também matam. E então deveremos proibir o comércio legal deles?

O Brasil não esta maduro o suficiente para proibir o comércio. Nossa economia esta agora querendo dar sinal de que vai crescer. E proibir de comercializar qualquer coisa legalmente não me parece ser a melhor das soluções. Tenho inúmeros exemplos de coisas que são ilegais e que geram muito, mais muito lucro mesmo, para os donos das bancas e traficantes, mas nada para nós, já que não pagam impostos.

Pergunto como é que vamos proibir, por exemplo, a pirataria de cd’s? Ou então o jogo do bicho? Quem sabe o tráfico de drogas? Ou então o de armas mesmo? E aqui no Brasil onde, tráfico de influência é crime, estouram as CPI’s, agravada pelo Escândalo do Apito, como vamos proibir o que é legal?

Para fazer a análise, não podemos usar o coração, ser passionais ou simplesmente engolir o que estão tentando nos colocar goela a baixo.

Sem essa de dizer, como o carinha lá da tv, e dizer que quem lucra é o fabricante. Lógico que é ele, afinal negócios são para ser lucrativos e gerar divisas e empregos. Também não adianta nada falar que o bandido usa arma, ele usa sim, mas não as consegue em lojas. Justificar também que é nosso direito, me parece igualmente fraco, direito temos um monte, e pouco são respeitados, inclusive, caso você não tenha se tocado, votar é um direito, mas aqui não, votar é uma obrigação.
Nós temos direito a tantas outras coisas, e não cobramos por eles.
É também fraco o argumento que possuir a arma é que vai nos dar a segurança, que é um direito nosso, que o Estado não dá. Muito pior então comparar o Brasil ao Japão, como no programa, onde alguém falou que no Japão a própria polícia não usa armas. E é verdade. Mas japonês não sabe o que é ser “esperto”, “não entende de malandragem” e por incrível que pareça, não passa na cabeça deles, roubar. Não sabem o que é tráfico de drogas. E querem saber mais? Políticos corruptos se suicidam, de vergonha e desonra. Definitivamente não cabe comparação.

Portanto ao ir lá na urninha votar, pense sobre o que é que esta proibindo e quais são as conseqüências do seu ato.

Fernando Katayama 3 out. 05

Friday, September 30, 2005

Falta aquilo que sobra

Como sempre faço leio os jornais pela manhã. Hoje não seria diferente. Logo na primeira página, havia uma pequena chamada, uma foto, pequena de uma biblioteca em São Paulo, toda pichada. Logo à baixo a legenda dizia, que faltavam funcionários e os poucos que tinham vaziam um revezamento para mantê-la funcionando.


Olhei aquilo e pensei: “como pode?”.


Não pensem vocês que eu me indaguei sobre a pichação, lógico que atos de vandalismo eu reprovo, mas não foi sobre isso. O que eu indago é: como que no Brasil, pode faltar mão de obra?


O Brasil vive com altas taxas de desemprego. É difícil conseguir um emprego. Não estou nem falando de trabalho. Trabalho e emprego são coisas diferentes, mas não vou entrar no mérito aqui. Como que em um país que tem uma taxa de desemprego altíssima, faltam funcionários?


Se qualquer um de nós quiser fazer a experiência, coloque no jornal, um anúncio qualquer: “Preciso de...”, a fila será enorme. Não é por acaso que existem inúmeras empresas de emprego e as mais moderiinhas chamam-se de Consultorias de RH. Outro dia estive em uma dessas ai, entrava tanta gente que parecia até um ventilador humano. Algumas distribuem senha.


Com esse cenário tenebroso, como que faltam pessoas para o trabalho? Certeza, que estão pensando que o que falta é mão de obra qualificada. Primeiro me pergunto o que é ser qualificado e segundo, como que se explica que tem engenheiro na fila do concurso? Falta qualificação ou oportunidade?


Você pode dizer também, que porque nesse caso, a biblioteca é pública, então precisa de um concurso. E então reforça minha idéia que esse tal concurso público é um grande erro.


Em minhas pesquisas, verifiquei como é que são feitos os processos para a contratação de pessoas para os cargos do governo, em diversos países desenvolvidos, como EUA e Canadá. E acreditem, não tem concurso. Existem sim, algumas provas e testes, e as análises são muito mais profundas. Porque o que querem saber é se o candidato tem o perfil para determinada função, se pode crescer, se tem vontade e vocação e não se é bom de prova, como acontece aqui.


Por isso o Brasil tem essa grande corrupção, falta de estrutura, falta de vontade. O sujeito não esta lá porque acredita, esta lá, porque é uma boa e tem muitas regalias. Vejam só: para ser da polícia, tem que ser bom de prova. Para ser juiz também. Para ser escrivão, tem que ser bom de prova. Para ser professor? Bom de prova.


Aprende a fazer prova que você esta dentro. Mas como fica o trabalho da função?


Como sabemos: Um lixo.


Mas tem outro agravante para o grande desemprego no Brasil. A lei trabalhista. Protege tanto que acaba por criar muitos problemas. Hoje não é possível contratar uma pessoa por hora para que trabalhe, por exemplo, todo dia durante 4 horas. A justiça entende que ela trabalha o mês todo durante oito horas. Certamente ela, vai “entrar na justiça”, para reclamar “dos seus direitos”. E você vai ter que pagar.


Imaginem vocês, um estabelecimento qualquer, contrata hoje, duas pessoas. Uma trabalha oito horas, e a outra também. Não tem tempo de ir a escola, afinal tem que trabalhar. E custam os olhos da cara. Não só do salário, mas tem imposto, comida, transporte e tudo mais... E ainda vai te aporrinhar para você mandar embora, assim ela recebe um dinheiro. Se não você já sabe...


Mas se pudéssemos contratar por hora, sem tanta burocracia, ao invés de contratar duas, contrataria quatro em turnos de quarto horas. Dobrou! Mais dinheiro circulando, menos desempregados.


Mas isso é pura utopia hoje no Brasil. A promiscuidade do sistema não quer saber. Os próprios empregados não querem saber disso, acreditam que iriam perder os direitos. Empresas querem cada vez mais contratar menos, e de preferência como autônomo, para se ver livre, de impostos e futuros aborrecimentos com a justiça cega e promiscua brasileira. Os concursados não querem que mude a estabilidade que têm logicamente.


Parece-me, é que tem muita gente que não quer que mude nada. Tanto do lado do governo e dos empregados. Penso que os empresários gostariam que mudasse alguma coisa.


Enquanto isso, o desemprego aumenta e suas conseqüências também.


Por Fernando Katayama 30 set. 05

Thursday, September 22, 2005

Brasil é estranho

Estou contente com os comentários que tenho tido pelos textos que escrevo. Gostaria que houvesse mais. Sempre é bom receber criticas, opiniões, idéias e novos pontos de vista. Agradeço ao meu amigo Tutu, que me enviou um comentário do meu último texto. Agradeço a minha nova amiga Júlia. A Dani, que lá de longe lê meus textos e me envia comentários. Até ao frangote do Gus, que não quer saber se eu tomo café ou não, mas gosta do que escrevo. Enfim, agradeço à todos.

É importante poder agradecer. Ser livre para poder dizer, que meu sucesso é impulsionado por essas atitudes. Sucesso, esclareço, é me satisfazer e compartilhar as minhas idéias com meus leitores.

Mas enfim, voltamos ao Brasil. País estranho o nosso. Explico.

Cheio de maravilhas naturais. Montanhas, matas, mar, rio... As mulheres mais lindas do mundo. As melhores bundas do planeta. Um cardápio repleto de guloseimas deliciosas, e para todos os gostos. Não tem tufão nem terremoto.

Mas o Brasil é estranho.

Aqui, como disse meu professor do colégio Ruy Campos, “é o país onde a banana nanica é a maior. É o país onde, houve tempo, que a arroba do boi gordo era mais barata que a do boi magro”. Era Sarney, 1985, e inflação galopante.

Hoje, tanta CPI e bandidagem que quase não da mais para acompanhar sem fazer um organograma. E ainda assim é complicado.

Todo mundo mente. Mentira hoje é verdade, e como disse Hitler, “a melhor mentira é a maior, assim acaba virando verdade”, ou então, “a verdade é uma mentira bem contata”, não sei quem falou.

Já não sei. Já não sei o que é que vai ser.

O PT mentiu para todos que acreditavam nele. O Lula mentiu, para ele mesmo pensando que estava preparado para administrar o país, mas quem fazia isso era o Zé Dirceu, que por sua vez, mentiu pro Lula, dizendo que era seu amigo. E na tevê, todo dia tem um que mente. E não acontece nada. E mamãe que me dizia que mentir é feio.

Como dizia, o Brasil é estranho.

Hoje mesmo, fecharam algumas casas noturnas em São Paulo. Casa Noturna para Cacete. Literalmente. Na verdade são casas de encontros, para ser polido. Lá garotas, jovens, gostosas, potrancas, mignon, louras de verdade, de mentira, mulatas, ruivas, morenas, com cada bunda, que benzadeus! [pausa... suspiro...] Bem, foram fechadas hoje, porque a uma semana do GP Brasil, fizeram propaganda, insinuando o que chamam de “turismo sexual”.

Mas como disse, o Brasil é um país estranho.

Lá em Brasília, não tinha GP. Não teve propaganda no out-door. Mas as garotas de peitão, bunda gostosa e pele macia prestavam serviços para deputados, senadores e sei lá mais quem. Todas parecem que eram da Jeane. A cefetina que já cogitou, se candidatar na próxima eleição. Acho até bom, assim meu filho ou meu neto vão poder chamar o filho dela que vai ser, certamente político, de “aquele filho da puta”, e com toda razão.

Mas como disse, o Brasil é um país estranho.

O Congresso não foi fechado. Os deputados e senadores e sei lá mais quem, não sofreram nenhuma punição, talvez uma chamada na chincha da Dona Maria, mesmo incentivando a “política sexual”. Continua tudo funcionando. No país da bunda, os caras lá, passam a mão na bunda das gostosas e nos aqui, ficamos com cara de bunda.

E ainda fazemos graça.

Mas como disse o Tutu no seu comentário: ”... grupo de rock é o exemplo de que tudo na vida pode mudar, pode até demorar, mas não podemos desistir...”

Por Fernando Katayama 22 set. 05

Tuesday, September 20, 2005

Polícia para quem precisa de Polícia

Dizem que ela existe para ajudar.

Dizem que ela existe para proteger.

Eu sei que ela pode te parar.

Eu sei que ela pode te prender.

Polícia para que precisa.

Polícia para quem precisa de polícia.

Acordei com essa música dos Titãs na cabeça.

É do tempo em que eram uma banda de rock’n’roll. Faziam sonzeira. Rockão. O melhor do rock brazuca. Nada de baladinhas melosas. Som pesado e letra escrota! “Polícia” é uma faixa do Cabeça Dinossauro. LP clássico e muito diferente dos Cd’s de hoje. Talvez, hoje, os Titãs tenham se rendido ao terrorismo da indústria fonográfica, talvez, tenham se cansado de ser punk ou simplesmente pensaram que já era hora de ganhar algum e mudaram o som que faziam. Saiu Arnaldo, morreu o Fromer, saiu o Nando... Os Titãs mudaram.

Mas a música que era sucesso nos anos 80, parece estar cada vez mais viva. Mais contemporânea. Lembro de ter ido à um show deles, lotado e todo mundo cantando o refrão “Policia”, com as mãos para o alto, juntas como se tivessem sido algemadas.

Policia para quem precisa de policia.

Quem é que precisa de policia? Essa pergunta, dá até medo.

Nós brasileiros não sabemos se podemos ou não chamar a policia. Estamos já acostumados com a bandidagem e não sabemos mais quem é quem.

A própria policia já não sabe se corre atrás de malaco do morro ou do malaco fardado. Já tivemos a “banda podre”, como são conhecidos, a parte das corporações que são bandidos de farda.

Tive esperança com a prisão do Maluf. Até elogiei a Policia Federal, que para mim, era a mais correta. Mas depois dos últimos acontecimentos, foi tudo pro esgoto.

Aqui em Campinas, uma das cidades mais violentas do país, uma certa vez, sumiu alguns quilos de cocaína da delegacia. Não sei bem o que aconteceu com os responsáveis da droga, só sei que sumiu!

E ontem, sumiu da delegacia da Policia federal, o equivalente à R$2 milhões, em dólares e euros. Mas uma tantada de Coca, não a cola, mas a ína. Então também não é de se estranhar que, outro dia mesmo, algumas armas entregues a PF também apareceram nas mãos de bandidos do morro. Muito menos do Brasil ser a rota dos passaportes falsos, já que o esquema envolvia quase 60 pessoas da Policia Federal.

Policia para quem precisa de policia.

Fazem-me ver que a corrupção e desonestidade assolam cada vez mais nosso país. Já não fazemos mais a distinção entre bandidos e mocinhos. Tememos todos. De lavador de vidro de carro no semáforo, políticos e policiais.

Enquanto escrevo aqui, certamente tem algum político articulando uma manobra para beneficio próprio. O Presidente que o diga, reafirmando apadrinhamento do Presidente “insustentável e totalmente despreparado” da Câmera. Dos presidentes de Partidos e ate mesmo o Presidente da República, essa besta que esta lá, que afirmou que PT “tinha mais a obrigação” de pagar as contas dele, para viagens particulares, usando o fundo partidário. Esqueceu-se que esse dinheiro não é dele e nem do partido. É nosso, e eu não quero pagar nada para ninguém ir se divertir com as Filhas da Jeane.

Certamente, alguns outros policiais estão tramando mais um golpe. E os bandidos do morro, usando de toda a logística que possuem, executam mais um roubo, assalto, importação de mercadorias contrabandeadas ou coisa que o valha.

Policia para quem precisa de policia.

Pergunto se ser desonesto, ser malandro, ser corruptor ou ser corrompido é genoma ou meio.

Mas certamente, policia para quem precisa de policia.

Por Fernando Katayama 20 Setembro 2005

Sunday, September 11, 2005

Latrina, o tornado brasileiro

Surpreendente a ação do Judiciário e da Policia Federal de ontem à noite.


Acho que ninguém esperava assim como eu, todos ficaram boquiabertos. Ver o Paulo Maluf e seu filho indo para o xilindró foi uma cena bizarra e um tanto estranha. O senhor “Roubo, mas Faço” finalmente tomou um pé d’ouvido! Acho que nem ele esperava isso!


Nós brasileiros já estamos tão acostumados a vermos crimes do colarinho branco e impunidade em todos os níveis, que só o fato o Maluf ser indiciado já era um bom sinal! Mas ele ir preso, confesso, foi espetacular!


Não sei se ele vai ficar preso, mas isso é outra questão. Desde que eu sou criança ouço que o Maluf, rouba, mas faz! E isso já foi até slogan de campanha. Espantava-me ninguém ter ainda tomado a devida providência!


Parece que a atual crise do governo, com todas as maracutaias aparecendo, com a sujeirada vindo à tona está surtindo efeito positivo para o país. Essa é minha esperança e meu voto de confiança.


Temo, logicamente que não dê em nada. Já, assim como você, estou acostumado a ver o festival acontecer. É como em inauguração de bar novo, onde tem o maior morundum, ba-fá-fá, flashes, gente pra todo lado querendo aparecer e em uma, no máximo, duas semanas todo mundo esquece. Quer ver só:


Alguém se lembra do Manoel Moreira? Cadê ele? Aquele outro que era o Zangado sortudo dos Sete Anões? Nem eu mesmo me lembro o nome, mas li outro dia que morreu! E do Lalau? Juiz marginal! Tá na mansãozinha dele com pena de reclusão domiciliar, brincadeira!


Por isso e outras, temo que essa crise não dê em nada. Porém a prisão, mesmo que temporária do Maluf, me deu esperança!


Essa nossa luta vai demorar mais que a II Grande Guerra, vai fazer mais mortos que no Vietnan. É tão estapafúrdia quando a Guerra Fria. Lutamos contra o inimigo invisível e disfarçado de cidadão.


Talvez esse nosso tornado, tenha trazido à tona, a lama histórica do nosso país. Assim como o Katrina, que encheu de lama as cidades norte-americanas e mostrou, aos próprios americanos, algumas podridões que estavam embaixo do tapete, o nosso, o Latrina, trouxe à Nação brasileira, a desilusão com a esquerda, encheu de água fétida os olhos de corruptos, mostrou que o sistema político nacional é incompetente e encheu de lama o Congresso. Resta agora acreditar na força dos garis, e começar fazer a limpeza.


Mesmo assim ainda temo. Afinal como no slogan do Lulinha paz e amor: “eu sou brasileiro e não desisto nunca!”.


Só que vale tanto pra mim como para o Maluf e seus pares.


Por Fernando Katayama 11 set. 05

Thursday, September 08, 2005

Independência ou Morte

Hoje acordei com a maior dúvida do que eu escreveria.

Coloquei para mim mesmo, o desafio de escrever pelo menos uma vez por semana. Mas está difícil escolher o tema.

É quase impossível não falar da atual crise do governo, já que esta, afeta quase todo o resto. Pensei em escrever sobre os problemas ambientais e não consegui fugir da política. Pensei nos americanos que estão lá, passando o maior perrenge. Ai, lembrei do povo lá da África, que passam o perrenge também e já faz tempo! Não me esqueci do nosso povo aqui...

Pensei em deixar tudo isso de lado e escrever sobre alguma coisa introspectiva, como sentimento e amor, faz tempo que não escrevo sobre isso, mas não tive o impulso necessário.

E como hoje, é dia oito de setembro, um dia depois do dia da Independência, não consegui fugir e estou de volta, à política!

Os jornais nem deram muita atenção a essa data. Talvez porque já tenha perdido o sentido. Porque talvez, nós não nos sentimos livres. Porque talvez, a Independência tenha sido somente pró-forme. Deram mais atenção aos jogos do campeonato de futebol ou as fofocas dos bastidores do que ao fato em si. Nem os desfiles, que são marcos desta data, tiveram cobertura.

A atual descrença e crise brasileira tomaram conta do pedaço. E foi isso que me chamou a atenção para perguntar-lhes, qual a nossa Independência?

Nós, desde os tempos da Colônia somos massacrados pela corrupção, apadrinhamento, troca de favores. Mentiras. Falcatruas.

Somos um povo dependente teste tipo de prática. Gerson, volto à citar, fumou cigarro, para levar vantagem em tudo. As Capitanias Hereditárias, eram para amigos do Rei ou para quem fosse mais interessante. Não se esqueçam das histórias do “santo do pau-oco”. Carioca é o malandro. Política do “café com leite”. Levar vantagem em tudo. Parece que somos dependentes disso.

Não sei se é DNA, porque falar DNA hoje, não é cadeia de aminoácido, é agência de publicidade e não dá cadeia! Mas enfim, não sei se isso já esta inserido no código genético ou é um tipo de vírus ou bactéria infectante para a qual não há cura.

Por isso não é de se estranhar tudo isso que passamos hoje. Começou com os Correios, passou por Agências de Publicidade, por Mesadas, não as dos adolescentes, e imaginem que já esta agora, no Restaurante. Quero ver a hora que chegar na fossa. Vai voar merda para todo lado.

O pior de tudo, é que o país já esta acostumado, e quando coisas que não são normais acabam virando corriqueiras, ai o buraco é muito, mais muito mais embaixo. Está cheirando que essa podridão toda, não vai dar em nada.

Então, nos estamos tão dependentes deste tipo de política, conchavos, artimanhas que eu me pergunto, Independência ou Morte?

Talvez, tivesse sido melhor que o dia fosse, Primeiro de Abril. Assim, seria mentira e ninguém iria acreditar mesmo.

Por Fernando Katayama 8 Set 2005

Tuesday, August 30, 2005

Desaprendendo com O Aprendiz

Hoje, saiu em um caderno especial, uma matéria que falava sobre o “game-show” do Roberto Justus, “O Aprendiz”. Reforçou minha opinião sobre esse assunto. Desde o primeiro episódio do primeiro show, venho dizendo que isso é um equívoco.

Temo porque o mundo anda desprovido de senso crítico. Mais essa baboseira da televisão é empurrada goela à baixo das pessoas. Se bem que merecem afinal, assina o cabo, que você pode ter mais de cem canais à escolher.

Mas o que me faz temer é que todo mundo acabe acreditando que é assim que mede se o sujeito é um bom profissional ou não. Se esta apto à enfrentar o mundo dos negócios ou não. Mas não só isso! É a pura depreciação do homem de negócio. Do estrategista.

Estratégia, a palavra mais estuprada do vocabulário corporativo, confundia e erroneamente dita para ações. Você viu lá, no showzinho, o cara dizer assim: “nossa estratégia foi de abordar as pessoas na rua...”, abordar as pessoas na rua é ação, determinada pela estratégia, previamente definida!

Dá nervoso ver isso, principalmente com o atual estado do Estado brasileiro, sem estratégia, sem administração, sem governo e sem ação.

Os próprios participantes, na reportagem do jornal, assumem que aquilo é só um show, e o que manda é o índice de audiência. Não medem a capacidade intelectual, o potencial nele inserido ou o melhor para determinada função.

Outro dia fui a uma dinâmica de grupo. É eu participo desse tipo de coisa. Reles mortal tem que ser submetido a essa invenção, que nem o RH sabe explicar com clareza como isso funciona. Se alguém, que ler esse texto souber, me explique pelo amor de deus! Nem vou entra no mérito da coisa em si, vocês já podem imaginar o que é que eu vou escrever daquela merda.

Mas o que eu ia dizer é que lá havia pessoas de nível sócio-cultural alto, pós-graduadas, até com 2, com 2 idiomas e tudo mais, mas achavam as “dicas” do Justus boas. Dá arrepio de escrever isso.

As dicas eram boas?! Quem da dica é rotulo de leite Moça!

Meu deus! As pessoas lá, sofrendo um processo seletivo, da pior qualidade, semelhante ao que o cara faz na televisão, acham que podem usar as “dicas” que o sujeito fala na TV?

É preciso ter critica e não engolir tudo!

O Justus sabe muito bem mesmo é se vender. Ficar em evidência e comer as gostosas do momento, se bem que ai, parabéns para ele. E mais nada.

Ele não ta nem ai se o cara que vai lá pro grupo dele é bom ou não. Faz parte do contrato. E se o cara for pedante, põe ele para tirar Xerox, no cantinho da sala, afinal quem paga o “salário” não é o Justus, é o patrocinador.

O Brasil precisa entender o momento que esta passando. Precisa inovar seus métodos de recrutamento, tanto no setor privado como público. Precisa investir em talentos. E tentar, a todo custo, segurá-los aqui. As universidades e indústrias americanas e européias estão parecendo o Real Madri, que só tem talento brazuca.

Nada adianta ficar copiando os modelos já existentes, afinal o Brasil é um país peculiar. Aqui a banana nanica é a maior. Precisamos criar os nossos modelos.

Mas talvez o velho Chacrinha esteja realmente certo: “Alô, Terezinha, na televisão nada se cria, tudo se copia”. E todo mundo imita a televisão.

Pena que talento é nato e a reprodução é impossível.

Por Fernando Katayama 30 Agosto 2005

Thursday, August 25, 2005

A Atemóya

Fui à feira no último sábado. Essas feiras de rua, tradicionais em cidades do interior, aqui na minha cidade, ainda existem algumas. Lógico que estão perdendo espaço para os hipermercados e tudo mais, mas ainda resistem bravamente à mudança. Logo pela manhã, bem cedinho, começam a chegar os caminhões Mercedes Azul, 78, abarrotado de coisas. As barracas surgem com o sol. Fui à uma dessas. Tradicional aqui da cidade.


Tem pastel do japonês, o doce de leite de panela, o tomate do seu Zé... O cheiro, a rua, os feirantes, me fazem lembrar da minha infância, quando eu acordava cedinho para ir passear na feira, e ajudar minha mãe, nas compras de casa. Morava à apenas uma rua.


Certa vez, fui comer pastel lá. Era bem cedinho e estava saindo de uma noitada com um amigo e um ex-caso meu. Acabei experimentando uma fruta. Aspecto estranho. Cor verde. Meio feia. Polpa branca e substanciosa. Gosto azedo-doce e delicado. Muito saborosa.


Estou falando da fruta, sem malícias, caros amigos.


Mas eu disse que tinha ido à feira no último sábado, não é?! Pois é... Fui à barraca do simpático feirante, que havia me dado o prazer de conhecer aquela fruta. Voltei lá pra comprar umas duas... Mas infelizmente ele não tinha mais. Como tinha ido lá especialmente para comprar a deliciosa atemóya, voltei para minha casa, um tanto decepcionado, afinal, queria a atemóya, e não banana, abacaxi, laranja... Essas frutas tinham lá.


Voltando da feira, comprei um jornal. Desses de circulação nacional e grande prestígio. Afinal eu não iria comer mais a atemóya e não queria voltar de mão abanando. Chegando em casa, logicamente, passei um café, meu fiel companheiro das leituras dos meus jornais. Entre uma página virada e um gole, li uma notícia sobre a nossa crise política atual.


A reportagem era sobre o benefício que essa crise pode trazer ao país. Sim, benefício. Era sobre a reforma do sistema político nacional, falido e corrupto.


Tenho que concordar com a reportagem. Pode ser que essa crise traga ao país mudanças no sistema. Algumas propostas já estão sendo formuladas. Redução do tempo de campanha. Algumas novas normativas. E uns outros blá blá blás.


Parece que agora a culpa é da campanha e do tal marketing político. Mas não é. O buraco é bem mais embaixo. As falcatruas usam os orçamentos milionários para desvios de verbas e tudo mais. Isso nem é lá uma grande novidade. Afinal como disse nosso Presidente: “caixa dois é pratica”.


Vou falar um pouco de marketing para que vocês vejam como é que funciona o nosso sistema! Nós, estrategistas de marketing, trabalhamos com dados e números que surgem através de pesquisas. Precisamos saber onde é que tem o que, e se queremos ou não isso ou aquilo. Então traçamos planos e ações para chegar nos nossos objetivos. É muito bonito. Usamos tudo que esta disponível, e logicamente, com ética, seriedade e honestidade.


Mercado também é estabelecido por nós e denominamos de: mercado total, potencial, disponível, qualificado, alvo e penetrado. Para facilitar, faça um circulo dentro do outro e vá colocando os nomes, comece do mercado total, o maior e na seqüência, faça sucessivos círculos circunscritos, até que acabem todos os níveis.


Vocês devem estar pensando, com uma certa cara de ué, onde é que eu quero chegar com isso e o que e o que tem haver marketing com a nossa crise e a reforma do sistema eleitoral.


Simples.


Quando é que o IBEGE faz o senso? Alguns anos antes das eleições? Pronto, determinamos com pesquisa, o nosso mercado. E à partir daí é muito fácil segmentar o mercado. Olhe para os círculos que fez. Será que com o senso, nós não sabemos exatamente se você tem 1 ou 2 carros na garagem? Se tem televisão? Número de pessoas? Escolaridade? E tudo mais?


Semelhança ao mercado total? Potencial? Disponível? Qualificado? Alvo e penetrado? Podemos ir mais fundo e saber das suas necessidades! Incrível! Clap clap clap, palmas para nós, pessoas de marketing.


Agora em um sistema eleitoreiro como o nosso isso é extremamente importante para definir as estratégias à serem usadas. Mas isso tudo tem como ser diferente.


Hoje nós somos obrigados a votar. É impressionante em um país democrático, ou que pelo menos se diz, que o direito seja um imposto. É direito seu, e use-o quando quiser, se quiser.


Algumas pessoas dizem que é nosso meio de dizer o que pensamos. Concordo. Mas tem pessoa que não pensa ou que não quer se manifestar, mas em nosso sistema atual, são obrigadas. E não pensem vocês que não há punição a esse ato de rebeldia. Como na ditadura, há punições. E o Brasil é um país democrático, vejam só.


Como somos obrigados a votar, facultativo só para adolescentes, que têm a responsabilidade de escolher o caminho da Nação, mas não podem ser julgados por seus atos como adultos responsáveis. Os jovens representam uma fatia grande da população. Aumentaram o mercado. Como somos obrigados, fica mais fácil fazer a campanha, já que sabemos exatamente quem é que vota.


E o que era direito do cidadão passa a ser obrigação.


E se votar não fosse obrigatório? Ai as coisas, meu amigo, iriam mudar de figura. Votariam somente as pessoas que querem votar e têm convicção dos seus atos. Porque estão decididas. Porque conhecem as propostas, não só para aquela campanha, mas a proposta do partido. Não votariam somente na figura representa de um ou outro candidato, porque só ele, não governa. É preciso ter a base e tudo mais, votariam na conscientemente nas propostas e ideologias do partido.


As campanhas teriam que mudar radicalmente o discurso, porque agora teriam que convencer pessoas que estão interessadas na política, não adiantaria ficar fazendo palanque, chamar Xoraõnzinho & Cornudão para fazer showzinho em praça pública. Não adiantaria contratar os boca de urnas. Não... Teria que ser muito mais convincente.


Eles não conseguiriam determinar exatamente o mercado votante, como fazem hoje.


E você não teria que optar pelo menos ruim. Menos ladrão. Ou com menos dedo, afinal com menos dedo a impressão que dá é que cabe menos na mão. Grande erro.


Como eu que lá na feira, que não quis levar nem o abacaxi, nem a banana, nem a laranja. Eu queria a atemóya e pronto! Não comprei nada e fui embora.


Hoje, tem gente que, mesmo não querendo, comprou Lula e está agora, engolindo o sapo.


Por Fernando Katayama 25 Agosto 2005

Thursday, August 18, 2005

Corno Manso

Estou aqui mais uma vez. A tevê esta ligada. Mas não presto muita atenção. A rádio toca alguma música que ouço pela Internet. Aliás, o que tem de janela aberta aqui, não é brincadeira. Têm página de jornal brasileiro, de jornal estrangeiro, de piadas, de receitas, notícias. Alguns são links que amigos me enviaram.


Recebo também, e-mails. Alguns são sacanagens, outros, sérios, de trabalho e outras conversas, outras apresentações chulas, intituladas “olha que bunitinhuuuuu”, assim mesmo “bunitinhu”, algumas orações, piadas aos montes.


Chegam vídeos, fotos, músicas... Sem contar os milhares de spans e propagandas, porque tem gente que acha que ficar entupindo as caixas postais com informes, funciona para vender meias Vivarina e facas Ginzo. Áureos tempos do 1406!


Mas deixando de lado tudo isso, tem uma coisa que chega, e é sempre sobre o mesmo assunto. Uns bem humorados tirando sarro da coisa. Outros são bravos, chegam até a serem pouco didáticos e polidos. Uns outros horríveis. Mas todos com o tema em comum: a atual crise política do Brasil.


Não dá para não pensar nisso.


Não sou Petista, e nunca fui. Mas também nunca fui da Arena, PMDB, PSDB, PFL, PDT, PC do B ou da P.Q.P, sempre fui à favor da democracia, do debate, das coisas sérias e honestas, logo, não me vi em partido político nenhum. Mas ver o único partido brasileiro que existia, ou ao menos parecia existir, desmontando ou então, mostrando o que sempre foi, é triste.


O PT se vendeu!


Negou tudo o que pregou durante sua existência, sua militância, seu movimento político, outrora honesto e legítimo. Era convicto em suas propostas e convencia.


Não estou dizendo que era certo ou errado. Que eu apoiava ou acreditava. Não! Só estou dizendo que o PT lá nos anos 80, era convicto e essencial à democracia que estava sendo reconstruída, após anos da última ditadura de direita e com a turma da “Diretas Já”.


Mas como tudo muda...


Os “companheiros” também mudaram. Durante anos almejaram estar lá e Lula, que certa vez, já foi Lula-lá, chegou lá. O tão sonhado posto de Presidente da República, o posto mais alto da nossa República para um homem da política.


Certa vez, li um filósofo, se não me engano francês, que disse, mais ou menos assim: esquerda não pode ter o poder, se não se transforma em direita e acaba com a oposição.


Acredito que foi isso que aconteceu e o que era oposição passou a ser situação, e deslumbrados, como criança em festa com brigadeiro e bolo de chocolate com calda, Lula e seus companheiros se venderam.


Agora o país sofre essa corrupção desvairada e louca. O PT tentou de todas as formas conter a explosão de acusações, mas foi em vão. Durante os quase 25 anos de oposição petista, os que estavam no governo, hoje, oposição, aprenderam como fazer a oposição e destruir.


Nada de piquetes em porta de fábricas e greves. Nada disso. Atacar direto o estorvo e destruir. Destruíram o que os incomodava, o PT.


Alguns vão falar ”mas você não acredita que no governo do FHC, ItF, FCM e JS não tiveram corrupção?”. Lembro do ACM, que escancarou o painel, era alguma coisa sobre compra de votos ou quebra de sigilo. O FCM sofreu o impeachment por enriquecimento ilícito, ou seja, usou o governo para juntar grana. Então, sim teve.


Contudo não posso ficar olhando para os outros governos, seja recente ou lá dos tempos da colônia, para justificar o que acontece hoje. Posso até dizer, plagiando nosso Presidente, que roubar, sonegar, falsiar é corriqueiro e está em nossa cultura e cromossomos, o que não justifica e explica nada.


Mas porque essa crise é tão profunda?


Precisamos ter calma na análise.


Essa crise demonstra toda a fragilidade do sistema nacional político. Expõe o que todos já haviam tido a impressão: tudo é farinha do mesmo saco. Não importa a legenda, todos começam com p, de promiscuo. É Promíscuo do Trabalhador, Promíscuos da Frente Liberal, Promíscuos do Social Democracia Brasileira... E por ai vai... E isso dá desespero. Mas não só isso.


Lula foi eleito pela grande maioria da população, 56%, e isso é muita coisa. Significa que mais da metade dos brasileiros, votaram no barbudinho de língua presa, sem educação formal.


Estavam todos esperançosos com mudanças. Talvez, revolução Comunista, mesmo sem saber o que é isso. Votaram na figura do homem do povo, que fala como o povo, que nasceu no povo... Mas confundiram-se. Ou foram confundidos.


Todos se sentem, de certa forma, enganados e cornudos.


Não sabem bem se devem assumir que votaram na imagem de uma idéia, representada por um sujeito, sem condições de comandar uma nação, totalmente despreparado ou culpar o povo, afinal, foi o povo que o colocou lá. É sempre mais fácil jogar nas costas do povo ignorante.


Os intelectuais e artistas que o apoiavam, agora estão calados e não se pronunciam por nada. Acho que estão se sentindo como cornos mansos, afinal não tem mais o que fazer, a não ser assumir, que foram corneados.


Por falar em ser enganado, o nosso presidente, foi à tevê na última sexta-feira falar à Nação. Provou que não sabe o que fala e não sabe falar. Disse que se sente traído, enganado e que não vai deixar barato.


Eu já havia dito em outro texto meu, que o Presidente sabia ou era corno. Assumiu em rede nacional, que é corno, afinal disse foi traído pelo seu braço direito e seus pares. Mas após seu discurso, acabou virando corno manso, já que não tomou pulso de nada e não deu nome aos bois.


Com tantas CPI’s que estão pipocando por aqui, e acho pipocar um trocadilho muito bom, uma vez que, só se fala em milhões e milhões e mais milhões, e milho quando esquenta estoura, faz barulho, pula da panela e vira pipoca. E trocadilhos que não são frutos da nossa criatividade, já que Jacinto Lamas é um dos caras fundamentais dessa lamaria toda. Talvez, mera coincidência.


Mas como ia dizendo, são tantas as CPI’s, tantas listas, tantos nomes que parece até uma suruba. Suruba, é o que eles fazem nas horas de lazer em Brasília, entre foder um de nós aqui, eles fodem com umas ali.


Geane, a cafetina, providência as garotas ou garotos, porque, certamente, tem cara lá que “escorrega”, e nos pagamos as contas dos de 12 anos e das calcinhas.


Isso deve ser coisa da nossa cultura. Lembra do Itamar com a xoxota da morena estampada na capa do jornal? E da careca reluzente do Severino em outra capa de jornal, brilhava, mas o que foi a manchete, era a calcinha da mocinha que se esfregava nele. Deve ser coisa de macho!


Cornas mesmo são as mulheres dos nossos parlamentares.


E pensar que por um boquete, feito por uma gordinha e um vestido sujo com alguma porra estranha, o homem mais poderoso do mundo quase caiu, imagine se ele tivesse vindo aqui e encontrado com a Geane? Não seria um quase, seria uma guerra nuclear.


Mas eu fico pensando aqui. Tudo isso... Parlamentar que contrata puta, deputado que rouba dinheiro, contas no exterior, lavagem de dinheiro, badidagem, o Brasil sendo pilhado pelos homens que deveriam construí-lo... O Presidente, fraco, inculto e burro com seu discurso retrogrado sobre as elites... E nós?!


Bem...


Nós somos como as iniciantes garotas da Geane, estamos sendo fudidos por velhos gordos, asquerosos, barbados, barrigudos e feios, e aja Viagra para foder tanto assim! E que, na ingenuidade, acabamos com a boca cheia, de alguma coisa gozada e de gosto estranho, então perguntamos meio constrangidos:


- “O que eu faço agora?”, som abafado e língua amarrada.


O cara responde:


- “Você vai ter que engolir!”

[ o Presidente Lula, em um dos seus discursos, disse a frase mais famosa do Tetra Campeão Zagalo, "vocês vão ter que me engolir"]

Por Fernando Katayama 18 ago. 05

Wednesday, August 10, 2005

Meu papo com Jesus

Hoje para variar, fui tomar um café. Era final de tarde e fui a uma padaria dessas que tem aqui na minha cidade. Aqui tem uma padaria em cada esquina. Fui em uma delas. Famosa, bem freqüentada, fica bem em frente à Igreja do Bairro. Nem é meu bairro, passava por lá, mas enfim...


Chegando lá, mal tinha acabado de estacionar meu veículo locomotor de 4 rodas, um pouco antes de adentrar ao estabelecimento do português, me deparei, nada mais nada menos, com Jesus. É inacreditável, não é?


Jesus, ele com seu jeito característico. Sua barba. Sua roupa. Seu jeito de andar. De mexer os braços. De levar a mão, ao centro dos olhos, ali, pouco acima do nariz, bem no final das sobrancelhas. Pois é, Jesus. Ô cara.


Conheço-o há anos. Nossa... Faz tempo. Desde minha juventude. Do tempo das paixões ingênuas e avassaladoras. Das ansiedades. Da carta de motorista. Vivia, a incerteza certa, do tempo do vestibular. Grandes preocupações de um momento decisivo. E foi nessa época que conheci Jesus.


Não pensem vocês que foi na Igreja. Não foi, já que nunca fui à Igreja. Conheci Jesus no cursinho. Jesus dava aulas lá. Era meu professor. Época boa do cursinho. Apesar de levar à sério a escola e o cursinho, logicamente não deixava de curtir a vida. Juventude irresponsavelmente sadia. E Jesus fez parte dela. Acreditem vocês, que fui expulso do prédio onde era o cursinho, junto com Jesus, já que estávamos fazendo a maior zorra, encima de uma mesa.


Mas dessa vez, os anos passaram. Já não vivo mais a dura crueldade da decisão de ser ou não ser. Jesus já não é mais meu professor, e logicamente, nunca mais subimos em nenhuma mesa.


Em nosso encontro de hoje, foi bem diferente dos tempos do cursinho. Conversávamos sobre as coisas da política nacional, das discussões que temos e não temos aqui não país. De como está a juventude...


Nossas feições foram sempre de espanto, medo, incerteza, dúvida e pavor.


Falávamos da crise política que estamos passando. Sem palavras para descrever tanta roubalheira, dos caras-de-pau que são apresentados à nós. A corrupção que corre solta, louca e desvairada, como aqueles torcedores que invadem os campos de futebol pelados. Todo mundo vê, ninguém sabe muito bem o que fazer, damos risadas constrangidas, ninguém sabe quem é, mas todo mundo sabe que o cara ta pelado e correndo com o pintão balançando em rede nacional. Choca naquele momento. O juiz pára o jogo, catam o cara e tudo volta à normalidade.


Conversávamos também, da incerteza que será o ano que vem, que é de eleição. Ninguém sabe para onde é que vamos. Você sabe?


Caixa Dois também foi um dos nossos tópicos. Quem faz, corre o risco de ter que subornar o fiscal, ou então, de pagar a pesada multa. Quem não faz, corre o risco de fechar. Nosso Presidente afirmou que o caixa dois é usual, normal, corriqueiro, prática. Com o perdão da palavra, mas puta merda, o Presidente da Nação assumir um ato desses. Virou casa da Mãe Joana. Abordamos também a dificuldade de se fazer e manter um negócio no Brasil, com ou sem caixa dois. Hoje, com juros, aonde só ônibus espacial vai, torna muito mais atraente colocar o dinheiro no banco do que fazer ele ir ao mercado e circular.


Falando de políticas econômicas e finanças, não comentei com ele da nossa balança comercial. Me esqueci! Vocês podem dizer que ela, hoje esta com superávit. Mas minha gente... O que exportamos são commodities, não produtos da indústria. E só estamos com esse superávit porque estamos colhendo os acordos feitos com o dólar lá na casa dos 4! Quero ver o que vai acontecer quando sentirmos a baixa que o dólar esta sofrendo nesses dias de CPMI e corrupção desvairada.


Voltando a minha conversa com Jesus, perguntei sobre o Referendo ao Desarmamento. Disse que sentia a falta de debate. Nós vamos ser obrigados a votar, sim ou não, e como em todo processo democrático, é preciso debate. Mas não há. Para mim, é essencial o debate de um assunto tão delicado que merece até Referendo. Não é preciso que já se saiba, se sim ou se não, mas é preciso que se esclareça, os prós e contras. Se já leram meus textos, sabem que sou contra a proibição. Posso justificar de muitas maneiras, mas não o farei aqui.


Mas sinto falta do debate. Lembrei aqui de um filme clássico: “Doze homens e uma sentença”. Existe um remake novo, mas o original é com Peter Fonda e Jack Lennon, e vale a pena ver. Um resumo: um homem, negro, da periferia, esta sendo julgado por homicídio. Cabe ao júri dar a sentença. Pré-julgado, ele já está condenado à morte. Mas um jurado, não se contenta em condená-lo, ao menos, sem debater.


Nessa linha de conversa meu papo com Jesus, foi em direção a atual juventude, essa que hoje, esta na dúvida do que fazer. Jesus, que ainda vive a vida do cursinho, afinal vive em um, me disse que a molecada não quer saber de conversar nada, de ler, de saber da órbita que esta. Estão totalmente alienados. Me deu medo. Mas não os culpo. Alguns dos meus contemporâneos são exatamente iguais aos moleques de hoje. Também não sabem de nada e não querem nem saber. Debater então, faltam-lhes palavras, só ficam no “pá-daqui, pá-dali” ou então, pior, ficam só no “tipo assim...”. Não entendem nada de economia, política ou globalização. Vestem a camiseta estampada do Che, mas não sabem quem Che foi. Dizem, como nosso Presidente, “é culpa da elite burguesa”, mas não se lembram que fazem parte dela.


Como Jesus é do Cursinho, falei para ele que tive uma troca de e-mails com um colunista de um jornal, sobre a escola que se diz boa, porque prepara o fulano para a prova do vestibular, mas se esquece, que isso não o prepara para a vida. Tristeza no ar.


Disse ao meu amigo, que se ele quiser ficar milionário, que começasse a fazer aulas preparatórias para os concursos públicos. O novo filão, afinal, manar nas tetas do governo todo mundo quer, inclusive os caras que se vestem de Che. Com a falta de oportunidades no Brasil, conseguir a vaguinha no estacionamento da nação, é uma boa. Não é a toa que a cidade vizinha a minha, arrecadou no seu último concurso, por volta de 2 milhões de reais. 70 mil candidatos para 800 vagas. O dinheiro não dá para saber para onde vai. Para os 70 mil candidatos, não dá para ter certeza que vão ser efetivados. Mas dá pra ter certeza que esse é o tipo de coisa, acaba com o país. Prova que concurso público não serve mais para empregar. Prova que é preciso mudar.


Conversamos de outras coisas, mas não me lembro agora. Não se iludam pensando que isso foi um papo de horas, de uma tarde, de coisa de filosofias vãs. Não. Foi entre eu tomar meu cafezinho e Jesus comprar o pão. Tudo, no caixa dois.

[Como houveram inúmeros desentendimentos, Jesus, foi realmente meu professor no Cursinho. Esse é o nome dele, fazer o que!? E eu realmente me encontrei e tivemos o papo na padaria e fomos expulsos mesmo, pela zorra que estávamos fazendo]


Por Fernando Katayama, 10 Agosto 2005

Thursday, August 04, 2005

Sunday, July 31, 2005

Armando, o chefão

Vou deixar de lado a formalidade do Sr., Sra, Vossa Excelência e os demais outros, afinal não estamos em um debate na Câmara!

Se tivesse, já teria mandado à merda, todas as Excelências que lá estão!

Então, responderei a você, Gustavo!

Primeiro de tudo, não se preocupe pelo tratamento dado à minha pessoa. "Filho da puta" muitas vezes, é tão respeitoso, quanto um "sua Santidade". Algum amigo seu já te chamou de: "ô seu filho da puta, porra, que saudade!", ou então: "puta merda, esse filho da puta ai, é um puta cara, um puta amigo, gente boa pra caralho!". [note na última frase: de 18 palavras, 6 foram palavrões. Não contei as vírgulas]. Então, desencana.

Mas como você não sabe meu nome, esclareço: F, é de Fernando. Logo, o artigo passa a ser: "o".

Mas como não sou Pasquale, deixo o português de lado e vamos ao que interessa.

É, Gustavo, só você respondeu meu e-mail! Então respondo a você, mas envio a todos, para que participem, se quiserem.

Ao contrário de você, tenho certeza que bandido vai votar "a favor". Ele vai exercer seu direito de expressar sua opinião! Outra questão, que fica para depois: porque que nosso direito de voto, é uma obrigação?

Lógico que os marginais, que devem ter título de eleitor, afinal tem um montão que, além de votar, são eleitos ou querem se eleger. Então os bandidos irão lá no dia, e apertar o botão, "sou a favor do desarmamento".

Se eu fosse um chefão do tráfico, eu mandaria toda minha comunidade [para ser politicamente correto, e não falar, favela], votar no "sou a favor".

Imagine só, a Rocinha [RJ], Morro dos Macacos [Santos], Oziel [Campinas], Alagados [Salvados] e todos os outros, votando no "sou a favor". Que mundão de gente!

E nós, os chefes da bandagem, lá no alto do morro, só observando atendo. Lógico um churrasquinho e pagode, ta bom... Em alguns locais, samba ou axé, acompanhando o referendo.

Ahhhh... Eu estaria vibrando, torcendo mais que final de Copa do Mundo. Soltaria todos os rojões, que uso para notificar a "comunidade" da chegada dos gambés Nem que fosse com gol de mão, impedido, no último minuto da prorrogação, para festejar o final do bendito referendo: o sim para a proibição do comércio legal de armas e munições, e do porte legalizado de armas de calibre civil.

Mas mais feliz que isso!

Como tenho um bom assessor de marketing, [é nossa corporação é bem estruturada. Aqui tem gerente de contas, logística, comércio exterior, onde é obrigatório saber falar inglês e espanhol fluente, setor de compras, metas de vendas, relatórios de market share, estamos até pagando para um de nossos executivos, o MBA na FGV], já tô até vislumbrando a potencialização do 2º mercado mais lucrativo do mundo, de ROI altíssimo e seguro.

Ah... [supiros, com cara de paisagem e pensamento distante] serei dono dos melhores mercados do mundo: drogas e armas do mercado negro. Meus olhos já estão brilhando, vendo as malas de dólares que vou faturar!

Ai, então, eu, não contendo de emoção gritaria, com meu AR-15 na mão, lá do alto do morro, dando ordem para o churrasco durar mais três dias de festa, tudo pago, lógico:
"oooobbbbbaaaaaaaa, agora só EU tenho!!"

É, mas eu não sou!

[para entender, esta é uma troca de e-mails. Aconteceu depois de um texto recebido pela Internet. Não conheço o Gustavo, nunca o vi. A recíproca, logicamente, é verdadeira. E para quem não sabe AR-15 é um fuzil de grosso calibre usado pelas forças armadas, não as nossas, mas as norte-americanas]

Por Fernando Katayama, 29 jul 2005.

Pé, faca, pedra e bala

Acredito que desarmar a população não é o melhor caminho para acabarmos com a violência que temos aqui.


Armas de fogo são somente um do muitos tipos de arma. Talvez, pelo barulho, pelo filmes, por nossa ignorância acabamos achando que é mais perigosa que qualquer outra arma.
Para pensarmos vou dar alguns exemplos de algumas outras armas, não de fogo, mas armas mesmo assim.


No filme "2001", o macaco-homem, usa um osso fenural como arma. Há séculos usamos arco e flecha e balestras, hoje se pode comprar em quaisquer shoppings centers da cidade, sem registro ou idade. No meu restaurante, minha maior preocupação eram as facas, imagine só, a briga de dois cozinheiros municiados de facas e panelas quentes! Parece brincadeira, mas no ano passado, um auxiliar de cozinha matou o patrão com 20 facadas. Já ouvimos histórias de pedradas, pauladas (lembra da briga no estádio do Pacaembú?), e por incrível que pareça, pontapés.


É, no mês passado, um motorista de caminhão, atropelou um carro, parece que perdeu o freio, e passou por cima de um carro, com 5 pessoas dentro. 4 morreram no local, 1, não me lembro, mas parece que morreu no hospital, e o motorista morreu à pontapés. Alguns bateram tanto no homem que ele morreu, linchado.


Como disse o texto, a população ordeira, não sai por ai, matando. Acidentes às vezes, acontecem, mas só são reportados os casos de armas de fogo. O uso de armas de fogo que resultaram em ações benéficas, não são reportados, chamado de "pronto emprego". Também não são reportados os outros inúmeros casos.


Mas não adianta nada eu ficar aqui, falando pelos cotovelos sobre armas e os tipos que existem. Existem até pessoas, que são armas-brancas. Sabem matar com as próprias mãos.
Mas passaria horas falando do nada.


O importante é saber qual é a causa da violência. E de que violência estamos falando. Da viloência, atendado a vida ou da violência que no primeiro momento parece ser nada, mas no desencadear, afeta toda a cadeia e chega até a ação criminosa de fato.


Vejo o Rio de Janeiro. Dominado pelo tráfico de drogas. Pergunto isso é causa ou consequência? O crescimento da bandidagem é causa o consequência? A violência que temos nas ruas dos bandidos pela-saco, é causa? Consequência?


Vivemos o momento crítico da nossa democracia. Estamos assolados pela currupção e falta de punição. Isso é violencia? É a causa? É a consequência?


Lembrei também de outra violência, do uso da internet. Vocês viram? O moleque lá trepando com a garota, ao vivo, pela internet. Violência? Falta de consquência? Falta de educação? Sei lá.
Mas você vai proibir agora o uso da internet? Poderia falar aqui também do Gaudino, o índio pataxó.


Não é a internet que é ruim. Álcool tambem não é. É o mal uso deles.


Assim como qualquer arma, especialmente, as de fogo, que estamos discutindo aqui, não são elas que são o problema. Mas como e quem as usa.


Uma coisa eu tenho certeza: bandido não vai a polícia, ao Ministério, pedir a documentação, pagar caro por ela, fazer os exames e cursos para o uso.


Muito menos usar o calibre permitido. Ou então esperar 60 dias para ser liberado. Tudo com nota fiscal.


Bandido usa arma de contrabando. Comprada no mercado negro, e muitas vezes, provinientes do Exército ou Polícia. O calibre é grosso, de granada de mão à morteiro que derruba tanque.
Isso sim tem que ser proibído. Como?


Fica para o próximo texto!

[Foi uma resposta a um texto recebido pela internet, de autor desconhecido sobre o Estatuto do Desarmamento]

Por Fernando Katayama 27 jun 2005


Wednesday, July 20, 2005

Beija-flor [Hummingbird]




foto by Fkatayama 1993

texto: J. Lennon
copyrights are proctected.
Ask me for copy.

Monday, July 18, 2005

Como será a empresa do amanhã?

Rede? Fusões? Parcerias? Todas juntas?

Qual dessas é a melhor solução? Que modelo de negócio esta surgindo? Para onde vão as empresas? Quantas serão?

Temos essas respostas? Não, não temos! Será que as grandes só vão emprestar sua marca para que as linhas de montagem sejam feitas por pequenas? Será que as pequenas vão se rebelar, para ai se tornarem grandes (teoria do caos). Será que a existência será simbiótica?

Vamos ver do ponto de vista da empresa de um homem só, será que ter o domínio de toda cadeia produtiva é a solução? Parece-me que não! Vejamos:

Há um tempo a trás, quando fazia projetos de arquitetura, eu era responsável por toda a cadeia e logicamente não dava conta! Como prospectar, pensar, desenhar, atender, tudo de uma vez só, sendo que era preciso ter volume de serviço, mas era impossível fazer tudo ao mesmo tempo, como se fosse cobrar o escanteio e cabecear! A melhor solução: parcerias, trabalho em rede, prover solução e buscar formas para resolução do problema, superando barreiras que engessam a produção.

Mas conheço uma empresa, do ramo hospitalar, que fabrica carinhos para anestesia, onde tecnologia é alta e a eficiência tem que ser 100%,se não o paciente pode morrer. Essa empresa chegou a ter 90% do mercado, e lá, quase tudo era produzido por ela, com exceção de alguns componentes como o rodízio, que eram italianos.

Não acho que exista um modelo certo ou errado, existem vários que estão certos, e tudo depende de como é aplicado, e errado é escolher um modelo que não satisfaça sua necessidade. Mas pior ainda é não ter o que escolher! Ai meu colega, ponha os dois pés no freio, e pare! Alguma coisa no seu modelo não esta funcionando há muito tempo!

Agora se eu fosse um dessas gigantes?

Ah! Eu teria em mente algumas coisas: Solucionar da melhor forma a necessidade do cliente, porem, fazendo de maneira inteligente para minha empresa, buscando otimizar os lucros, e se para isso eu tivesse que fazer parceiras, assim o faria, se tivesse que fazer alianças ou então gastar um tempo pensando como seria melhor, faria isso! O meio não me importa, desde que seja a melhor escolha para o momento e que a minha estrutura fosse flexível e sensível às mudanças do globo.

Outro dia, lendo uma revista, dessas semanais de atualidades, estava lá na chamada: Angélica (apresentadora infantil) com problemas! Pensei: “como pode se ela tem tanto dinheiro?!”. A matéria falava que ela estava perdendo mercado e que suas patentes estavam caindo e que não se produzia mais o número de coisas com a marca dela. Porque? Esta é a questão!?

Meio obvio, mas ela não enxergou! Satisfeita com o que ganhava, se acomodou e acho que nunca mais iria sair do pedestal! O mercado dinâmico não aceita isso, é preciso estar “ligado”, se preferir, plugado, nas mudanças do mundo. Ficar sempre desconfortável com a sua situação e buscar coisas novas, a Angélica não viu a principal mudança: ela mesma!
Foi nessa revista também que li alguma coisa sobre Comunidade Européia... Pára de coçar a cabeça com essa cara de ué! O que tem haver a CE, ALCA com modelo de negócio e política? TUDO!

Sem as forças políticas, nós nem capitalismo teríamos! Mas a grande questão é ate onde o governo e suas políticas podem e devem interferir nas empresas? Será que o governo deve servir de ponte entre blocos? Ditar as regras e só? E no caso do Brasil, onde o governo vive em picos de credibilidade que afastam investimentos do país? Será que deveria ficar a distancia e deixar o mercado livre de usa interferência ou funcionar de forma ativa para o crescimento de nossas empresas?

Se a ultima hipótese acontecer, e o mundo for de algumas poucas empresas, como disse antes, como ficaríamos?

Será que estamos indo para uma nova forma de capitalismo? Ou uma nova forma de economia uma vez que nossos valores estão mudando?

Por Fernando Katayama 28/03/2002

Contratar um Herege?

Até que ponto devemos contratar pessoas sem experiência?

Quando é que é saudável proporcionar a indisposição entre as partes?

Será que as empresas estão prontas a entender os hereges?

São as perguntas que faço.

Acredito que hoje vivemos um grande dilema: precisamos de idéias novas, novos formatos e mudanças continuas porém, as empresas ainda pensam de forma arcaica e obsoleta, lenta como paquidermes se movendo na lama.

Como justificar que precisamos de uma cabeça “virgem”? Como convencer que é um investimento à longo prazo e que dará certo, se a única certeza é a própria incerteza? Como conseguir fazer isso em uma empresa enxuta e pequena sem recursos suficientes para poder errar? Ou será que isso vale somente para as gigantes que possuem verbas para isso?

Se as empresas hoje pensam como pensavam e as pessoas ainda estão voltadas para o resultado certo, sem saber que risco devemos tomar e se valerá a pena no futuro e ainda assim querem sempre uma novidade é uma grande contradição. Vamos pegar um exemplo que não é de uma empresa grande ou reconhecida, é minha mesmo. Vivo hoje um grande dilema: mudança de área de atuação. Como sabemos sou arquiteto por formação, coisa que conheço bem e executo-a com grande chance de acerto, contudo insatisfeito, estou mudando de área e para isso deveria seguir o caminho certo e garantido que todo estudante passa, mesmo não tempo uma formação tradicional de negócio? Ou será que apostar em um modo novo sem seguir os protocolos é uma solução a ser testada? E se falhar?

Agora estamos falando de indisposição... deixar o outro inquieto e inconfortável, e o grande problema é saber onde parar! Concordo que trazer a discussão, argumentação, críticas para o trabalho tem seus benefícios claros, pois esse exercício proporciona um ambiente favorável a inventos e idéias, a mudanças e descobertas, mas o ponto é: como educar as pessoas ao debate? Ou será “embate”? Muitas empresas ainda vivem o estilo “faça o que eu digo pra fazer”, rígidas não permitem diferentes pensamentos e assim novas idéias. Como modificar isso?

Coisa que leva a outra como conviver com hereges? Muito bem colocado por Gary Hamel, em Liderando a Revolução, onde ele diz: “quer revolução, inovação? Contrate um herege!”, lógico só pessoas desprovidas de pré-conceitos e providas, talvez, de insatisfação e inquietude podem querer mudar o sistema existente.

Mas não é tão fácil! As empresas hoje querem pessoas que se encaixem perfeitamente nos espaços , como aquele joguinho para nenês onde você tem estrela, circulo e quadrado e tem que encaixar as peças nele. As empresas funcionam assim, querem suas peças estrelas, quadrados e círculos, nas estão preparadas para hereges e não os querem. Não podemos esquecer que as empresas são feitas de gente, e que gente tem ciúmes, medo e pavor, quem é muito diferente bota medo. Quem ameaça o superior, com idéias ou atitudes, da pavor. E quem tem idéias novas e válidas, da ciúme.

Como modificar o velho e alcançar o novo?


Por Fernando Katayama 03/05/2002